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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Comprovada a existência do Arquivo Morto

Em discussões anteriores, tentamos argumentar o fato de que o Arquivo Morto não existe. Todavia, observando alguns fatos e fazendo algumas reflexões, acabamos por abandonar tal ideia (agora, sem acento). Temos o desprazer de apresentar-lhes o primeiro dos tantos Arquivos Mortos do país.
Créditos: Ivan Cabral (http://ivancabral.blogspot.com)

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

"Dead Archives" continuation...





Como dizia anteriormente, embora a figura do arquivista tenha se tornado no Brasil, mesmo que timidamente, mais importante para as organizações nos últimos anos, pouco ainda se fala e se faz no país em relação à preservação de seus acervos documentais.

Neste sentido, segundo o professor Renato Tarciso: "os objetivos de políticas públicas de arquivo devem ser pautados, inicialmente, pelo direito do cidadão à informação e, também, pelo apoio à administração, à proteção da memória e ao desenvolvimento científico".

Todavia, é necessário que se vá além da formulação de políticas que assegurem o acesso, pelo cidadão, das informações ditas públicas. É necessário que se invista em cidadãos que estejam conscientes da importância da preservação dos documentos enquanto fontes necessárias à construção do patrimônio histórico e cultural da sociedade e enquanto pilar essencial para a compreensão da identidade, hoje multifacetada, de um povo, como fruto de sua memória.

Essa questão é primordial para o entendimento de porque ainda hoje o profissional do arquivo é chamado de arquivologista e o motivo da denominação dos arquivos permanentes, enquanto locais de preservação de uma documentação tão importante para a Nação, de arquivo morto.

Talvez seja esse um dos principais problemas da administração pública brasileira: entender seu Arquivo como uma grande massa documental acumulada sem critérios, desprovido de necessidade de uso, inanimado, sem vida, em outras palavras, morto.


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O Sapo dourado da Costa Rica


Quem nunca ouviu falar em "Arquivo Morto" que me atire a primeira caixa-arquivo!!! Não, não me refiro à "famosa" série exibida no Sistema Brasileiro de Televisão, a mina de ouro do Sr. Abravanel.

Está na boca do povo e é tão comum quanto a expressão arquivologista. Aliás, sem querer entrar neste outro mérito, mas já entrando, tenho a nítida impressão de que alguém já se referiu a você, ARQUIVISTA, desta forma. Não estranho o fato de que aquele seu vizinho chato já tenha te chamado assim. Que aquela sua tia cinquentona, que faz questão de apertar suas bochechas sempre que te vê, tenha dito a mesma coisa. Ou que os seus primos façam cara de que entenderam o nome do seu curso, mas que no fundo acham que você estuda Arqueologia, também não.

Que o povo, os matemáticos, físicos, químicos, ou engenheiros nos chamem assim, não é de se estranhar. O que me impressiona são os historiadores, tão ligados a nós e tão dependentes dos arquivos que zelamos com tanta presteza, se refiram desta forma a nós. Não todos, claro. Nestes casos citados, a regra é a exceção. Já aconteceu comigo, tenho certeza que com você também. Aliás, achar alguém que dê a correta nomenclatura ao profissional da área é como achar um sapo dourado da Costa Rica. Você já viu um hoje???


Voltando ao ponto inicial deste post, a denominação arquivo morto é tão comum quanto a de arquivologista. Isso, em minha opinião, está muito relacionado à importância e uso que uma sociedade dá aos seus arquivos e, consequentemente, à construção de sua memória e identidade.

Continua...



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