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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Análise dos documentos



Espécie: Camiseta
Forma: original
Formato: de camiseta
Tipo: Camiseta de futebol de participação em copa do mundo
Função Administrativa: Identificar jogadores durante partida de futebol
Função Arquivística: Comprovar participação em partida de final de copa do mundo de 1958
Suporte: Tecido
Sinais de validação: logo da Confederação Brasileira de Desportos, etiqueta com informações do produtor
Gênero: Textual (CBD)
Fundo: Fundo Pessoal Edson Arantes do Nascimento
Data Tópica: Brasil
Data Cronológica: junho de 1958



Gênero: textual
Espécie: bola
Forma: original
Formato: esférico(circunferência de aprox. 64cm)
Tipo: bola de futebol de comprovação de participação em copa do mundo
Função administrativa: servir de objeto para realização de partidas de futebol
Função arquivistica: comprovar participação na copa do mundo de 1958
Suporte: couro
Sinais de validação: logo da confederação brasileira de desportos, informações sob produtor e logo do país que recebeu a copa (suécia)
Fundo: Fundo Pessoal Edson Arantes do Nascimento
Data tópica: Brasil (a bola foi fabricada no Brasil, vide foto)
Data cronológica: junho de 1958
Gênero: textual
Espécie: bilhete
Forma: original
Formato: folha avulsa
Tipo: Bilhete de entrada em estádio de futebol para realização de promessa
Função administrativa: autorizar de acesso ao jogo
Função arquivistica: comprovar realização de promessa
Suporte: papel
Sinais de validação:marca d'água, logotipo da Confederação Brasileira de Desporto
Fundo: Fundo Pessoal Edson Arantes do Nascimento
Data tópica: Brasil
Data cronológica: 1950

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Pesquisa Bibliográfica




A pesquisa bibliográfica é o passo inicial na construção efetiva de um protocolo de investigação, quer dizer, após a escolha de um assunto é necessário fazer uma revisão bibliográfica do tema apontado. Essa pesquisa auxilia na escolha de um método mais apropriado, assim como num conhecimento das variáveis e na autenticidade da pesquisa.

Ressaltada a importância da pesquisa bibliográfica na edificação de um projeto de pesquisa, fica claro a pertinência de um trabalho voltado para esse primeiro passo. Assim como as demais etapas do processo investigativo possuem critérios, a pesquisa bibliográfica também os possui. O apontamento destes é um dos objetivos deste post.

Em nosso trabalho de análise dos documentos, as seguintes bibliografias foram utilizadas:

ANCONA LOPEZ, André Porto. Tipologia Documental de partidos e associações políticas brasileiras. São Paulo: Programa de pós-graduação em História Social (USP); Ed. Loyola, 1999.

BELLOTO, Heloísa Liberalli. Como fazer análise diplomática e análise tipológica em arquivística; reconhecendo e utilizando o documento de arquivo. São Paulo: Associação de Arquivistas de São Paulo/Arquivo do Estado, 2000. (Projeto Como Fazer)

______. Diplomática e Tipologia Documental. In: Arquivos Permanentes: tratamento documental. 2 ed. Rio de Janeiro: FGV, 2004. p 45-63

______. Identificação diplomática dos documentos. In: Arquivos Permanentes: tratamento documental. São Paulo: T.A Queiroz, 1991.

DURANTI, Luciana. Diplomática: usos nuevos para uma Antigua Ciência. Trad. Manuel Vásquez. Córdoba - Argentina, 1995.

GRUPO DE TRABAJO DE ARCHIVEROS MUNICIPALES DE MADRID. Manual de tipologia documental delos municipios. Madrid: Consejeria de Cultura de la Comunidad de Madrid, 1988. (Archivos, Estudios, 2).

CAMARGO, Ana Maria de Almeida & BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Dicionário de Terminologia Arquivística. São Paulo: Secretaria da Cultura, 1996.


Fonte: PESQUISABIBLIOGRAFICA

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Glossário



O dicionário eletrônico Houaiss conceitua um glossário como um conjunto de termos de uma área do conhecimento e seus significados. A importância de um glossário em trabalhos como este são demonstrados pela necessidade do conhecimento de alguns termos que requerem uma especial atenção quanto à sua função no entendimento do trabalho.

Os termos que foram importantes quando da análise dos documentos relacionados são:

Arquivo

Conjunto de documentos manuscritos, gráficos, fotográficos etc. produzidos, recebidos e acumulados no decurso das atividades de uma entidade pública ou privada, us. inicialmente como instrumentos de trabalho e posteriormente conservados como prova e evidência do passado, para fins de direito dessa entidade ou de terceiros, ou ainda para fins culturais e informativos. (Dicionário Houaiss)

Data tópica

O lugar de produção do documento. (Belloto)
Elemento de identificação do lugar de produção de um documento.(Dicionário de Terminologia Arquivística)

Data Cronológica

Elemento de identificação cronológica pelo qual se indica a data em que o documento foi produzido (dicionário de terminologia arquivística)

Diplomática

Disciplina que tem como objeto o estudo da estrutura formal e da autenticidade dos documentos.(d.b.t.a)


Documento

Qualquer objeto de valor documental (fotografias, peças, papéis, filmes, construções etc.) que elucide, instrua, prove ou comprove cientificamente algum fato, acontecimento, dito etc. (Dicionário Houaiss)

Unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Registro de uma informação independentemente da natureza do suporte que a contém (Paes)

Espécie documental

Divisão de gênero documental que reúne tipos documentais por suas características comuns de estruturação da informação (dicionário de terminologia arquivística)

É a configuração que assume um documento de acordo com a disposição e natureza das informações nele contidas. (CAMARGO & BELLOTTO)

Forma ou a Tradição documental

Estágio de preparação e transmissão de um documento(minuta, original, cópia)(Belloto)


Formato

Configuração física de um suporte, de acordo com a sua natureza e o modo como foi confeccionado (Belloto)

Função

Atividade natural ou característica de algo (elemento, órgão, engrenagem etc.) que integra um conjunto, ou o próprio conjunto (dbta)


Fundo

Conjunto de documentos de uma mesma proveniência (d.b.t.a)


Gênero documental

Reunião de espécies documentais que se assemelham por seus caracteres essenciais, particularmente o suporte e a forma de registro da informação (d.b.t.a)

Proveniência

Instituição ou pessoa legitimamente responsável pela produção, acumulação ou guarda dos documentos (Belloto)

Sinal de validação

Unidade de informação para transmissão de uma mensagem visando validar, tornar ou declarar algo válido, legítimo, validamento (Dicionário Houaiss)

Suporte

Material sobre o qual as informações são registradas, como papel,pergaminho, filme, disco óptico, disco magnético, fita magnética etc.) (Belloto)


Tipo documental

Divisão de espécie documental que reúne documentos por suas características comuns no
que diz respeito à fórmula diplomática, natureza de conteúdo ou técnica do registro (d.b.t.a)

Tipologia Documental

Ampliação da Diplomática em direção à gênese documental, perseguindo a contextualização nas atribuições, competências, funções e atividades da entidade
geradora/acumuladora. (Belloto)









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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Conhecendo o contexto de produção e o produtor arquivístico dos documentos analisados


Dico calça as chuteiras e sai para fazer o que mais gosta: jogar futebol. Em campo, o menino magrinho, de 11 anos, é dono de si e da bola. Ele dribla, cabeceia, empurra e mira no gol. Na ocasião, a pequena platéia da cidade de Bauru (Interior de São Paulo) não fazia idéia que nascia ali Pelé, o maior atleta de todos os tempos. Mas foi nos gramados da Vila Belmiro que ele se tornou Rei.

Eu sonhava em jogar como meu pai", confidenciou Edson Arantes do Nascimento, mineiro da cidade de Três Corações, filho de Celeste e do conhecido jogador Dondinho. Edson teve uma surpresa, porque Pelé foi muito além. Superou seu próprio sonho e, até mesmo, a promessa de ganhar uma Copa do Mundo para seu pai. "Na final da Copa de 50, o Brasil perdeu para o Uruguai e meu pai ficou muito emocionado. Quando eu o vi em lágrimas, só pude pedir para que não chorasse porque eu iria ganhar uma Copa do Mundo para ele", lembrou o Rei, que saiu campeão de três Copas do Mundo, colecionou mais de 50 títulos e 1.281 gols em sua gloriosa carreira.

Quando o Atleta do Século XX, ainda aos cinco anos, mudou-se para São Paulo com sua família, Dondinho passou a atuar no Bauru Atlético Clube (BAC). Seguindo os passos maestrais de seu pai, Dico brilhou em equipes amadoras da região, como Ameriquinha e Baquinho, e sua intimidade com a bola o fez conquistar títulos de artilheiro e um novo apelido: Pelé.

Em pouco tempo, os pés daquele menino franzino e de uniformes folgados no corpo tomariam um novo rumo. Aos 11 anos, Pelé foi descoberto pelo jogador Waldemar de Brito que o convidou a fazer parte da equipe que estava organizando: o Clube Atlético de Bauru. Para selar compromisso com o destino, o mesmo jogador que o descobriu, o levaria, anos depois, para o Santos Futebol Clube.

Aos 16 anos, participou de um torneio de quatro equipes européias e brasileiras. O time em que atuou foi um combinado Santos e Vasco e, em uma das partidas, Pelé fez três belos gols. Daí em diante, o Brasil todo começou a enxergar o futuro Rei do Futebol.

Convocado para usar a camisa verde e amarela, em 1957, Pelé levou o país a conquistar o título de campeão da Copa Roca. "Foi meu primeiro título internacional e com a camisa da Seleção Brasileira", lembrou. O sucesso continuou aos pés de Pelé durante a disputa do Campeonato Paulista de 57, do qual foi artilheiro. "Já no meu primeiro campeonato, fiz 36 gols. Para um garoto de 16 para 17 anos, essa é uma grande conquista", declarou o dono da imortalizada Camisa 10.

Em menos de um ano, Pelé viu-se diante da grande oportunidade de concretizar a promessa que havia feito a seu pai: ganhar uma Copa do Mundo. Seu primeiro gol na Copa foi contra o País de Gales e classificou o Brasil para a semifinal. Na final da Copa de 58, a Seleção Brasileira conquistou seu primeiro título mundial depois de ter goleado a anfitiriã Suécia por 5 a 2. Pelé não agüentou e desmaiou em campo. "A emoção de participar de algo tão grandioso foi tão importante para mim que nem consigo expressar. Foi a primeira vez que fiz uma viagem para o Exterior e, ainda, realizei meu maior sonho. Com 17 anos, tornei-me o mais novo campeão do mundo. Além disso, levamos o nome do Brasil para fora e demos abertura para outros negros participarem da Copa, pois, até então, eu era o único", declarou o Rei.

Fonte: SAMBAFOOT

Neste sentido, o grupo se utilizou de uma história real, a história do maior jogador de futebol do planeta, para inserir os documentos analisados neste contexto.

Os documentos analisados dizem respeito a uma promessa realizada por Pelé, então com 9 anos de idade, a seu pai. Com a derrota da seleção brasileira para o Uruguai na final da Copa da Mundo de 1950, ao ver seu pai, grande fanático por futebol, em lágrimas, prometeu a ele que ganharia uma Copa em sua homenagem.

A parte fictícia de nossa contextualização começa aí. Como forma de comprovar a primeira parte de sua promessa, o garoto guarda consigo o ingresso que seu pai se utilizou para assistir à grande final no Maracanã. Esse ingresso mais tarde comporia o arquivo pessoal do rei como compravação de sua promessa e vitória.

Com seu avanço técnico e envelhecimento, Pelé é convocado para compor a seleção brasileira de futebol que disputaria a Copa de 1958. Pelé vê aí a oportunidade de cumprir a promessa feita a seu pai. (fatos verídicos).

Com o fim da copa e a superação na final da Suécia, o Brasil se torna campeão e Pelé, emocionado, para guardar consigo a memória desta conquista e como comprovação do cumprimento de sua promessa decidi, então, guardar a camiseta do final da copa e a bola utilizada em um de seus gols durante a partida.

Pronto. A promessa foi cumprida e os documentos estão agora contextualizados com a função que ocupam dentro do fundo de seu produtor arquivístico.




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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Enfim, o rascunho do projeto

Em nosso projeto, que ainda está em fase de construção, graças a uma primeira ideia nada razoável (não é, Marlos... rsrsrs), optamos por realizar uma análise de documentos não muito convencionais. Nele, realizaremos a análise de documentos de um arquivo pessoal, cujo valor emocional é muito importante para seu produtor arquivístico.

Neste sentido, os documentos serão:
  1. um ingresso de um jogo de futebol da copa do mundo de 1950;
  2. uma camiseta de futebol da seleção brasileira;
  3. uma bola de futebol;
Esses documentos fazem parte do arquivo pessoal do maior craque da história do futebol mundial: Pelé.

Quando o Brasil foi derrotado para o Uruguai no final da Copa de 1950, o então menino prometeu a seu pai que ganharia um mundial (a história é verídica e será contada em outros capítulos...)

O ingresso da copa de 1950:
A camiseta da seleção utilizada pelo jogador na final:



A bola utilizada na final da Copa:

Para a elaboração das análises, em príncipio, temos pensado na descrição das seguintes características dos documentos: Gênero, Espécie, Formato, Forma, Datas tópica e cronológica, Suporte, Funções Administrativa e Arquivística, Fundo, Sinais de Validação, entre outros que porventura se julguem necessários ao longo do projeto.

Neste sentido, a bibliografia básica a ser utilizada no projeto, além de outras complementares que surjam durante o trabalho, será:

ANCONA LOPEZ, André Porto. Tipologia Documental de partidos e associações políticas brasileiras. São Paulo: Programa de pós-graduação em História Social (USP); Ed. Loyola, 1999.

BELLOTO, Heloísa Liberalli. Como fazer análise diplomática e análise tipológica em arquivística; reconhecendo e utilizando o documento de arquivo. São Paulo: Associação de Arquivistas de São Paulo/Arquivo do Estado, 2000. (Projeto Como Fazer)

______. Diplomática e Tipologia Documental. In: Arquivos Permanentes: tratamento documental. 2 ed. Rio de Janeiro: FGV, 2004. p 45-63

______. Identificação diplomática dos documentos. In: Arquivos Permanentes: tratamento documental. São Paulo: T.A Queiroz, 1991.

DURANTI, Luciana. Diplomática: usos nuevos para uma Antigua Ciência. Trad. Manuel Vásquez. Córdoba - Argentina, 1995.

GRUPO DE TRABAJO DE ARCHIVEROS MUNICIPALES DE MADRID. Manual de tipologia documental delos municipios. Madrid: Consejeria de Cultura de la Comunidad de Madrid, 1988. (Archivos, Estudios, 2).

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