domingo, 14 de junho de 2009

Copa das Confederações

Sim, aqui tem Copa das Confederações também...
Mas não da forma como você está pensando...
Estamos dando uma de Prof. André e vamos lançar o desafio:
Alguém consegue fazer uma análise tipológica do documento abaixo?!?!
Mande seu comentário, fazendo uma análise de acordo com a que lhe convir: a de Bellotto, Duranti, Arquivistas de Madri, Lopez ou até mesmo a sua!!!
Futuramente, nós apresentaremos a nossa...







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sábado, 13 de junho de 2009

Questão do Dia



Resposta da Questão do Dia anterior:


Letra "e", diplomática - Para Bellotto (2002), a Diplomática, desde seus primórdios, no século XVII, até quase os nossos dias, é entendida tão somente como instrumental de fundo paleográfico, historiográfico e jurídico, apto apenas, em seu campo primitivo de ação, a fornecer a descrição e a explicação da estrutura formal dos atos escritos, sua autenticidade e sua fidedignidade. Entretanto, não é possível dissociar a diagramação e a construção material do documento do seu contexto jurídico-administrativo de gênese, produção e aplicação.




Questão do Dia


A integração dos princípios e conceitos da Arquivologia e da Diplomática é considerada um caminho seguro no gerenciamento arquivístico de documentos eletrônicos. Segundo Rondinelli, o método diplomático de decomposição do documento arquivístico, seja eletrônico ou convencional, em seus elementos constitutivos permite a compreensão e, conseqüentemente, a percepção de sua completude. A esta completude se aplicam os seguintes conceitos:
(A) respeito aos fundos e proveniência;
(B) cumulatividade e unicidade;
(C) fidedignidade e autenticidade;
(D) organicidade e naturalidade;
(E) integridade e complexidade

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Questão do Dia




Questão do dia é um quadro do blog onde postaremos regularmente questões de concursos de Arquivologia, especialmente envolvendo Diplomática e Tipologia Documental. A resposta da pergunta do dia será dada no dia seguinte, com a publicação de uma nova questão.

Comente, dê sua resposta e faça as observações que você achar relevante: seja sobre a resposta, a questão, o concurso, a disciplina... enfim, deixe o seu recado!

E pra começar, vai uma questão de lambuja...


(MPU/2004) Corpo de conceitos e métodos, originalmente desenvolvidos nos séculos XVII e XVIII, com o objetivo de provar a autenticidade e a fidedignidade dos documentos. Essa definição corresponde ao conceito de
a) paleografia.
b) sigilografia.
c) arquivologia.
d) filologia.
e) diplomática.

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Enfim, o rascunho do projeto

Em nosso projeto, que ainda está em fase de construção, graças a uma primeira ideia nada razoável (não é, Marlos... rsrsrs), optamos por realizar uma análise de documentos não muito convencionais. Nele, realizaremos a análise de documentos de um arquivo pessoal, cujo valor emocional é muito importante para seu produtor arquivístico.

Neste sentido, os documentos serão:
  1. um ingresso de um jogo de futebol da copa do mundo de 1950;
  2. uma camiseta de futebol da seleção brasileira;
  3. uma bola de futebol;
Esses documentos fazem parte do arquivo pessoal do maior craque da história do futebol mundial: Pelé.

Quando o Brasil foi derrotado para o Uruguai no final da Copa de 1950, o então menino prometeu a seu pai que ganharia um mundial (a história é verídica e será contada em outros capítulos...)

O ingresso da copa de 1950:
A camiseta da seleção utilizada pelo jogador na final:



A bola utilizada na final da Copa:

Para a elaboração das análises, em príncipio, temos pensado na descrição das seguintes características dos documentos: Gênero, Espécie, Formato, Forma, Datas tópica e cronológica, Suporte, Funções Administrativa e Arquivística, Fundo, Sinais de Validação, entre outros que porventura se julguem necessários ao longo do projeto.

Neste sentido, a bibliografia básica a ser utilizada no projeto, além de outras complementares que surjam durante o trabalho, será:

ANCONA LOPEZ, André Porto. Tipologia Documental de partidos e associações políticas brasileiras. São Paulo: Programa de pós-graduação em História Social (USP); Ed. Loyola, 1999.

BELLOTO, Heloísa Liberalli. Como fazer análise diplomática e análise tipológica em arquivística; reconhecendo e utilizando o documento de arquivo. São Paulo: Associação de Arquivistas de São Paulo/Arquivo do Estado, 2000. (Projeto Como Fazer)

______. Diplomática e Tipologia Documental. In: Arquivos Permanentes: tratamento documental. 2 ed. Rio de Janeiro: FGV, 2004. p 45-63

______. Identificação diplomática dos documentos. In: Arquivos Permanentes: tratamento documental. São Paulo: T.A Queiroz, 1991.

DURANTI, Luciana. Diplomática: usos nuevos para uma Antigua Ciência. Trad. Manuel Vásquez. Córdoba - Argentina, 1995.

GRUPO DE TRABAJO DE ARCHIVEROS MUNICIPALES DE MADRID. Manual de tipologia documental delos municipios. Madrid: Consejeria de Cultura de la Comunidad de Madrid, 1988. (Archivos, Estudios, 2).

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E agora, arquivista?


Um projeto de lei em discussão no Congresso pode dar aos e-mails status de documento com valor legal.

O texto está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que avalia se a medida é constitucional ou não. Se obter parecer positivo, o projeto pode seguir para votação em plenário.

A ideia é dar valor legal a e-mails trocados com certificação digital. Assim, ao invés do usuário precisar assinar um documento, reconhecer a assinatura em cartório e enviar o papel por correio ou entregá-lo pessoalmente, pode validar uma decisão apenas enviando um e-mail.

A Comissão quer certificar-se de que esse processo é seguro e que permitirá desburocratizar transações comerciais sem aumentar o risco de fraude.

Neste sentido, caberá ao arquivista pensar em futuros modelos de análise destes documentos com vistas à sua autenticidade e a sua gênese, que se adequem a esta futura regulamentação.

Fonte: INFONLINE


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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Piadas Arquivísticas

No Trabalho
Conversa entre o empregado e o chefe, ambos portugueses:
- Chefe, nossos arquivos estão super lotados, posso jogar fora os que têm mais de 10 anos?
- Sim, mas antes tire uma cópia de todos.



Um arquivo da Delegacia de Entorpecentes queima a 1.200 graus Celsius. A este fenômeno dá-se o nome de:
a) Combustão de arquivo.
b) Carbonização de provas comprometedoras.
c) Não sei, nesse dia eu estava de folga.
d) Não sei, mas vamos abrir um rigoroso inquérito para não descobrir a resposta.




FATO VERÍDICO!?!?!?


Explicação de um operário português, acidentado no trabalho, à sua Cia. Seguradora. (A Cia. de Seguros havia estranhado tantas fraturas, e em uma só pessoa num mesmo acidente). Chamamaos a atenção para o fato de que se trata de um caso verídico, cuja transcrição foi obtida através da documentação dos arquivos da cia. seguradora envolvida. O caso foi julgado no Tribunal da Comarca de Cascais - Lisboa – Portugal:

“À Cia. Seguradora.

Exmos. Senhores,
Em resposta ao seu gentil pedido de informações adicionais, esclareço: No quesito nº 3 da comunicação do sinistro mencionei: "tentando fazer o trabalho sozinho" como causa do meu acidente. Em vossa carta V. Sas. me pedem uma explicação mais pormenorizada, pelo que espero sejam suficientes os seguintes detalhes: Sou assentador de tijolos e no dia do acidente estava a trabalhar sozinho num telhado de um prédio de 6 (seis) andares. Ao terminar meu trabalho, verifiquei que havia sobrado 250 kg de tijolos. Em vez de levá-los a mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi colocá-los dentro de um barril, e, com ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada em um dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), descê-lo até o térreo. Desci até o térreo, amarrei o barril com uma corda e subi para o sexto andar, de onde puxei o dito cujo para cima, colocando os tijolos no seu interior.
Retornei em seguida para o térreo, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250 kg) descessem lentamente. Surpreendentemente, senti-me violentamente alçado do chão e, perdendo minha característica presença de espírito, esqueci-me de largar a corda. Acho desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade. Nas proximidades do terceiro andar dei de cara com o barril que vinha a descer. Ficam, pois, explicadas as fraturas do crânio e das clavículas. Continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana. Felizmente, nesse momento já recuperara a minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda. Simultaneamente, no entanto, o barril com os tijolos caiu ao chão, partindo seu fundo. Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25 kg.
Como podem imaginar comecei a cair vertiginosamente, agarrado à corda, sendo que, próximo ao terceiro andar, quem encontrei? Ora, pois, o barril quer vinha a subire. Ficam explicadas as fraturas dos tornozelos e as lacerações das pernas. Felizmente, com a redução da velocidade de minha descida, veio minimizar os meus sofrimentos quando caí em cima dos tijolos embaixo, pois felizmente só fraturei três vértebras. No entanto, lamento informar que ainda houve agravamento do sinistro, pois quando me encontrava caído sobre os tijolos estava incapacitado de me levantar, porem pude finalmente soltar a corda. O problema é que o barril, que pesava mais do que a corda, desceu e caiu em cima de mim, fraturando-me as pernas. Espero ter fornecido as informações complementares que me haviam sido solicitadas. Outrossim, esclareço que este relatório foi escrito por minha enfermeira, pois os meus dedos, ainda guardam a forma da roldana.

Atenciosamente,

Antonio Manuel Joaquim Soares de Coimbra”

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Comprovada a existência do Arquivo Morto

Em discussões anteriores, tentamos argumentar o fato de que o Arquivo Morto não existe. Todavia, observando alguns fatos e fazendo algumas reflexões, acabamos por abandonar tal ideia (agora, sem acento). Temos o desprazer de apresentar-lhes o primeiro dos tantos Arquivos Mortos do país.
Créditos: Ivan Cabral (http://ivancabral.blogspot.com)

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Você sabia?


No último encontro geral anual, os membros votantes da ICA - International Council on Archives (Conselho Internacional de Arquivos) - decidiram que o dia 9 de junho seria celebrado como o Dia Internacional dos Arquivos. Foi neste dia, em 1948, que a ICA foi fundada em Paris. O primeiro Dia Internacional dos Arquivos é também uma comemoração aos 60 anos de criação da ICA.

O Dia Internacional dos Arquivos oferece aos Arquivistas ao redor de todo o mundo uma oportunidade para promover e divulgar as causas dos documentos e arquivos em seus países. Isso pode ser usado para persuadir responsáveis por tomadas de decisões chaves, além de que a eficácia dos registros é uma condição essencial para a boa governança, transparência e accountability; para enfatizar a importância da preservação dos arquivos para a memória coletiva de nações e sociedades; e para encorajar membros da sociedade que o nunca o fizeram que consultem os arquivos pela primeira vez.

De forma mais geral, ele pode ser usado como um meio de elevar o perfil público dos arquivos e arquivistas na mídia. Em países onde não há nenhuma celebração nacional dos arquivos, o IAD fornece um poderoso impulso para que se possa organizar um pela primeira vez. E naqueles países cuja essa prática é comum, o IAD oferece outra chance para reforçar as principais mensagens sobre a importância dos arquivos.

Fonte: www.ica.org
Tradução: Rodrigo Araújo


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